sábado, 7 de março de 2009

O tempo e as coisas – Parte 1

É como já dizia Daniel cerca de 530 a.C: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”.(Daniel 12:4)
E tem gente que ainda acha a Bíblia um livro velho, desatualizado e ultrapassado. Ao contrário, ela tem respostas para velhos dilemas que os livros de autoajuda hoje tratam como problemas modernos. Coitados, eles estão ultrapassados.
Uma das inúmeras provas disto é esta passagem do livro de Daniel, uma profecia direcionada a nossa época. Mas não falarei de profecias e profetas hoje, o assunto é o tal precioso tempo. Já dizia o grande Super Sam: Time is money, oh yeah! (momento descontração. rsrsrs)
Quem não vive dias onde a preocupação com horários é a maior paranóia? Preocupação com a hora de acordar, de ir para o trabalho, fazer e entregar tudo no horário, chegar na escola na hora certa, ter tempo limite para entregar uma prova, tempo para dormir.Ufa... De todas as invenções que revolucionaram o mundo, o relógio podia ter ficado apenas na prancheta de algum gênio.
Não se pode negar que com as mudanças nas relações de trabalho no decorrer principalmente do século XX, as mudanças sociais, éticas e morais, e os avanços tecnológicos, cada vez mais as pessoas se preocupam consigo mesmas. Apenas consigo mesmas. Se preocupam principalmente em arrumar meios de ganhar dinheiro e se dar bem na vida, mesmo que isto implique em prejudicar outras pessoas. Preocupação com o corpo então nem se fala. A indústria da “vaidade” não conhece crise, as academias vivem lotadas e as lojas de cosméticos comemoram. As cirurgias plásticas aumentam em número, em sua maioria para esconder os efeitos do tempo no corpo. Para isso todo mundo tem dinheiro. Viva! Quanto antes eu entrar em forma para o verão, começar aquela dieta ou me alimentar decentemente melhor!
Se Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então usamos as pessoas e amamos as coisas?
Aí surge nosso querido amigo tempo. Quanto mais rápido o relógio correr melhor! O tempo é curto pra conseguir tudo o que se deseja. E quanto mais se quer, menor o tempo para atingir o objetivo. É uma correria desenfreada pelos melhores lugares debaixo do Sol, uma verdadeira competição para ver quem chegará primeiro, aonde quem chegar na frente é declarado vencedor, porém nem sempre leva o troféu.
Os jovens vivem preocupados em curtir ao máximo sua juventude sem se preocupar com limites, achando que viverão para sempre, sem garantias de que terão um outro dia ou outro instante. Não se preocupam com as conseqüências de seus atos (Eclesiastes 11:9, 10; Gálatas 6:7), a principal preocupação é quanto tempo falta até o final da festa. Uma pena que esses mesmos jovens que hoje perdem a saúde para ganhar dinheiro ou prazeres momentâneos, são os mesmos que no futuro vão gastar o dinheiro que ganharam para recuperar a saúde.
O problema maior na minha opinião é: o ser humano adquiriu o triste hábito de ser egoísta. De querer tudo apenas para si próprio. Onde está o amor nisso tudo? Pense que o que fazemos por nós mesmos morre conosco, mas o que fazemos pelo mundo, ou pelos outros, permanece e é imortal. Jesus disse em S. Mateus 6:25: “Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?”
Há tanta coisa para se pensar que vou até dar uma pausa e continuar este assunto em outra oportunidade. Deixo um trecho da música “Quanto tempo ainda tenho” da banda Fruto Sagrado que gosto muito:
Nada pode ser mais importante não
A vida só existe pra gente amar
Se você ama alguém de verdade
É melhor que esse alguém
Saiba disso agora
Não perca tempo nem o momento
Pra fazer feliz quem te faz feliz”.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O dever de confrontar a irracionalidade do mundo

Esse é o tipo de pensamento irracional que a maioria das pessoas adota nos dias de hoje. Elas são muito sensíveis e cuidadosas com as coisas desta vida, mas, no que se refere à eternidade, a razão é jogada fora. Precisamos confrontar essas pessoas com sua irracionalidade e, em nome de Deus, tentar arrazoar com elas sobre a eternidade e a salvação.

Na noite que antecedeu Sua crucificação diante de uma multidão de escarnecedores, Cristo, desprezado e rejeitado, não tendo lugar para morar, dormiu no chão, sobre uma túnica feita em casa. Apesar disso, mais de um bilhão de pessoas acreditam que um homem que é aclamado por multidões onde quer que passe, que tem centenas de túnicas feitas de seda finíssima, bordadas a ouro, que mora num palácio de 1.100 cômodos no Vaticano, que tem um palácio de verão do mesmo tamanho e várias outras residências, representa Aquele que foi pendurado nu no madeiro. Isso é o cúmulo da irracionalidade.

Infelizmente, a maioria das pessoas que espera que os outros sejam “razoáveis”, não é nem um pouco razoável quando se trata da alma, do espírito, de Deus e da eternidade. A maioria das pessoas religiosas se contenta em deixar que o pastor, ou a igreja, ou algum outro líder religioso ou um guru lhes diga no que devem acreditar, e não se dão ao trabalho de investigar por si mesmas. Isso também é irracional.

Pedro afirmou que devemos estar “sempre preparados para responder a todo aquele que... pedir razão da esperança que há em [nós]” (1 Pe 3.15). Nossa fé em Cristo deve ser tão evidente a ponto de fazer com que as pessoas nos perguntem isso com freqüência. E nossa resposta não deve ser um “testemunho” do modo como fomos salvos (embora isso tenha o seu valor), e sim a razão da nossa fé confiante – “linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (Tt 2.8).

O Deus da Bíblia fornece razões mais que suficientes para que creiamos nEle e na Sua Palavra, e convida a humanidade a arrazoar com Ele. Deus não obriga ninguém a aceitar a salvação oferecida em Cristo. Ele quer o nosso coração. Que a nossa vida e as nossas palavras possam convencer a muitos acerca da verdade e da racionalidade da “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 3).

Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/apelo_razao.html